Nestes mais de 25 anos de atuação operando casos de câncer, já vi muitos pacientes com medo de seguir o tratamento quando o tumor invade a camada muscular profunda da bexiga. Nestas situações geralmente, é necessária sua remoção completa.
Trata-se de um procedimento de grande porte com risco de mudanças significativas nas funções urinárias e sexuais. Por isso é necessário um cirurgião com larga experiência. O problema é que a doença é muito agressiva e o paciente pode reduzir suas chances de cura em 30% se retardar a cirurgia por mais de dois meses.
Nestes casos mesmo removendo toda bexiga é possível manter a função sexual e urinária nos homens através da preservação da próstata e nas mulheres preservando o útero e fundo da vagina. A nova bexiga é reconstruída com o próprio intestino. A cirurgia pode ser pela via aberta ou robótica.